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QUEM AQUI JÁ ESTEVE EM UMA FACULDADE DE MODA?

A moda é um fascinante objeto de estudos, especialmente quando observada como critério de vestir, de adornar o corpo. Este blog pretende ser um espaço de reflexão sobre a moda e os corpos. Então eu vou falar um pouquinho sobre a minha experiência de ensinar em uma faculdade de moda. A primeira coisa que observamos é o desconforto de não haver padrões. Diferentemente do campus de uma faculdade de Direito ou de Engenharia, ou ainda, de Medicina, circular pelo prédio de uma faculdade de moda pode se transformar em um curioso exercício de observação. Enquanto a faculdade de Direito estimula seus estudantes a irem se acostumando com os códigos dos fóruns e tribunais; enquanto na Engenharia buscam-se padrões semelhantes aos códigos das empresas; enquanto a faculdade de medicina antecipa o projeto estético clean que deverá acompanhar o estudante até o final da sua vida profissional, na Moda, não há códigos. Ou melhor, o código é a subversão. Poderíamos começar com as roupas, mas prefiro começar pelos corpos. Eles podem ou não estar em acordo com os padrões difundidos pela grande mídia, mas são corpos que se mostram ou pretendem mostrar-se como suporte da própria criatividade. Seriam corpos-arte? A arte tem a capacidade de enxergar o que está sub-repticiamente inscrito nas sociedades. Estudantes de moda se permitem projetar a arte em seus corpos. São cabelos, braços, pernas, rostos pintados, tatuados, “pierçados”, enfeitados e cobertos com suas criações. Trabalho na Faculdade de Moda do Senai Cetiqt. Minhas editoras/es são estudantes do Senai Cetiqt e farão muitas experimentações neste espaço. Por agora, apenas te convido a observar os campi das faculdades de moda, engenharia, direito e medicina!

  • Foto do escritor: Carol Maria
    Carol Maria
  • 22 de out. de 2021
  • 1 min de leitura

A diversidade dos corpos é um tópico muito importante, principalmente nos tempos de hoje. Por muitos séculos as mulheres foram aprisionadas e obrigadas a terem um certo corpo, visual, uma estética perfeita para o padrão de cada época e isso vem se quebrando ao decorrer dos tempos por causa das lutas feministas e a conscientização das pessoas.


A Victoria 's Secrets por exemplo, que é uma empresa de lingerie mundialmente famosa e reconhecida, vem entrando em falência nos últimos anos por pressão do público para terem modelos de todos os corpos, para terem diversidade mas eles não cederam e continuaram com as modelos magérrimas.



Desfile da Victoria's Secrets em 2019

https://s2.glbimg.com/3lUpiDuaWw-q9-fH2DalD2GeRNA=/smart/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2020/01/06/victorias_secret_gq.jpg


Em 2019, a cantora e empresária Rihanna, criou a SavageXFenty, sua própria marca de roupas íntimas, além de lançar junto com a Amazon Prime Video, o desfile foi incrível e quebrou muitas barreiras, pois, neste desfile tivemos todos os tipos de corpos e tons de pele. Em 2020, mais um show, incluindo homens, Drag Queens e pessoas trans e em 2021 também. O impacto da SavageXFenty abalou muito a Victoria 's Secrets fazendo com que varias lojas fossem fechadas.



Savage X Fenty Show vol.2 em 2020

https://rihanna.com.br/wp-content/uploads/2020/10/savage-criticas-1.jpg


A diversidade de corpos é muito importante pois as pessoas irão se identificar e pensar: "eu também posso ser uma modelo de lingerie", "eu posso fazer tudo!".


 
  • Foto do escritor: Solange Mezabarba
    Solange Mezabarba
  • 8 de out. de 2021
  • 2 min de leitura

Na virada do ano de 2019, o que você planejou para dois anos seguintes?

Pois é... nós sabemos... veio a pandemia e os planos ficaram todos para um outro momento! As empresas que pesquisam tendências ficaram atentas, e hoje já podemos ter uma interpretação e alguns insights interessantes sobre o que vem por aí! São os estudos de Macrotendências!


O que é uma macrotendência? Qual o impacto dela na sociedade?

Uma macrotendência é , uma análise sobre consumo, comportamento, atitudes e outras referências atuais projetando novos hábitos, novas linhas de pensamento, ou seja, observando o que pode se tornar uma tendência.

Ao analisar as macrotendências para depois de 2023, podemos observar um padrão de resposta à pandemia, algo que foi impossível de prever.

Esse mundo pós pandêmico irá trazer consigo uma ideia de otimismo e vontade de viver refletindo, é claro, na forma de se vestir, no que iremos consumir e como iremos encarar esse “novo normal”, vamos buscar um respiro após tempos tão sombrios.


Inserida nessa ideia, a tendência de “ roupas alegres” está ganhando cada vez mais força e é a grande aposta para os próximos anos. Cores vibrantes, modelagens diferentes vêm crescendo com o objetivo de acalmar a alma! Pode parecer contraditório mas, a verdade é que, estaremos buscando dias mais alegres o mais rápido possível, e a moda servirá a um de seus grandes propósitos, trazer alegria a quem veste e traduzir o que desejamos gritar para o mundo.

Essa nova tendência pode ser um convite para diversas pessoas se aventurarem e se libertarem aderindo a novas práticas de se vestir! Apostar em peças coloridas pode gerar um boost no humor de qualquer um!


Que tal algumas referências para se inspirar?



 
  • Foto do escritor: Solange Mezabarba
    Solange Mezabarba
  • 8 de dez. de 2020
  • 2 min de leitura

Foto: Solange Mezabarba - O mundo troca sua pele


Quem estuda moda também se envolve com pesquisas de tendências. Não que as pesquisas de tendências sejam uma atividade relacionada apenas com o campo da moda, mas moda e tendência se tornaram quase sinônimos no senso comum.

A pesquisa de tendências é um trabalho exaustivo de compreensão da atualidade para captar o que hoje ficou conhecido como zeitgeist, ou “espírito do tempo”. A expressão se tornou conhecida a partir do trabalho filosófico em que Hegel fazia uma reflexão sobre a arte e a cultura, onde o artista e sua obra deveriam estar enquadrados em sua época.

O pesquisador de tendências é, antes de tudo, um observador do seu próprio tempo. Ele deve estar atento a qualquer movimento nas sociedades que investiga, e refletir sobre que respostas essas sociedades podem dar a debates vigentes.

O ano de 2020 será profundamente estudado no futuro. No presente, o que tivemos foi uma interrupção abrupta no curso dos acontecimentos. Ao mesmo tempo, um convite irresistível para pensarmos no futuro. A pandemia vem provocando reflexões nos mais diversos campos de conhecimento, trazendo prognósticos ora otimistas, ora bastante pessimistas. Bruno Latour viu a pandemia como um “freio de arrumação”, uma profícua oportunidade para parar o sistema econômico e observar o que acontece. Byung Chul-Han, por outro lado, teme que a pandemia nos países asiáticos abra um precedente obscuro e afete no ocidente a relação entre Estado e cidadão, normatizando instrumentos de controle.

E o que a moa tem a ver com tudo isso? Moda e consumo se articulam inexoravelmente com os movimentos que percebemos nas sociedades. Essas, por sua vez, dão respostas a situações ambientais, econômicas, sociais, legais e políticas. Pense o que pode mudar na moda num mundo pós pandemia!


 
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